Experiência da Bolivia desnuda golpe do discurso de fraudes eleitorais direitista

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A experiencia vivida pelo povo bolivariano com o golpe perpetrado pela direita conservadora, com o apoio dos EUA contra Evo Morales em 2019, revela como o discurso sempre mecânico da direita e golpistas são na verdade, táticas para tentar fraudar eleições, alimentados pelo uso do meio de subornos, da tecnologia, movimentos e até de falsos institutos ditos oficiais internacionais impartidários.

Como um hino mecânico automatizado e sempre usado pelos políticos de direitafraude, fraude…” para designarem os pleitos eleitorais ao quais estão inseridos para disputas, geralmente com políticos populares de esquerda.

A experiência da Bolívia

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Não só o próprio Donald Trump usou o discurso, como Juan Guaidó na Venezuela, Jeanine Áñez na Bolívia e no Brasil até este momento o presidente Jair Bolsonaro.

Em outubro de 2019 após eleições direta, Evo Morales se solidifica pela terceira vez como presidente da Bolívia, más por protestos maciços da oposição que alegou fraude, com ajuda da mídia corporativa, setores da policia e militares, bem como instituições religiosas. Fez um mês depois Evo Morales renunciar e fugir para o México diante do clima de terror instalado no país.

Os golpistas contaram com o apoio de instituições como OEA (Organização dos Estados Americanos) que por uma fraudulenta e partidária auditoria constataram a fraude.

Mais tarde em 8 de novembro o Center for Economic and Policy Research (CEPR) lança seu próprio relatório destacando inúmeras falhas no processo de auditoria da OEA e em grande parte que os argumentos da instituição era “sem evidencias”.

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Nesse ínterim do golpe, protestos se instalaram por todo país, onde atividades truculentas pela polícia se fez presente aos apoiadores de Evo Morales. Até hoje se constata mais de 40 mortos.

Em meio a esse clima, a ex senado Janine Áñez se autoproclama presidenta do país com apoio dos setores golpistas. Um ano depois em novas eleições, os socialistas voltam ao poder com Luis Arce, do mesmo partido de Evo Moralez.

Essa experiência provou realmente o que representavam a vontade do povo desde 2019, sabotado por um golpe orquestrado com ajuda principalmente dos EUA.

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O discurso de Fraude pela direita americana

Nos EUA entre a disputa entre Donald Trump e Joe Biden, Trump ao constatar a vitoria de seu oponente e exalta o mesmo discurso “Fraude” que é claro foi amplificado pelos sistemas que o apoiavam e tomo rumo entre as massas de seus seguidores.

Fato que mais tarde acabou eclodindo na criminosa invasão do capitólio.

Na Venezuela em 2018 com 8 milhões de votos contra 1.8 milhões de seu principal oponente, Henri Falcón. Mais tarde por uma recontagem do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) reconfirmando a vitória de Maduro, mesmo assim, se estabelece a tentativa de diversos setores para mais uma tentativa de golpe na Venezuela pelo discurso de fraude dos opositores de direita.

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Seguindo pelo líder da oposição Juan Guaidó que após as eleições auto se proclama como presidente da Venezuela, não respeitando o resultado das eleições, usam os mesmo discursos da fraude eleitoral tão alimentado pela mídia golpistas em diversos países e por instituições como a OEA, que passa a tentar oficializar o golpe.

A agenda do “fraude” seguindo no Brasil

O caso curioso em no Brasil é que mesmo ante de ser presidente e sustentar a teoria, de fraude no sistema das urnas eletrônicas, más foi ele (Bolsonaro) favorecido nesta tal conspiração, porque foi ele venceu as eleições.

Porque não anulá-las para uma nova recontagem?

Não, mais se a vitória fosse da esquerda, é claro que haveria a tentativa de anulação, com todos os recursos que as forças imperialistas pró intervenções já possui em mãos e comentado até aqui, o que foi usado em outros países como é o caso OEA, mídia, igrejas evangélicas, policiais, caminhoneiros e outras.

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Bolsonaro defende um uso retrocesso para a contagem de votos, pelas antigas cédulas de papel, que provaram serem fraudulentas em muitos casos.

Vejam: Antes da urna eletrônica, Brasil registrava histórico de fraudes

E curiosamente nas eleições de 94, fraude foi constatada no sistema de cédulas e um dos beneficiários era o próprio Jair Bolsonaro.

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O que a experiência eleitoral com o golpe de estado e sua derrubada é a direita sempre teve medo do prestígio popular da esquerda. A massa simples sempre votaram e apoiaram políticos interessados realmente nos problemas da população.

Mesmo com o crescimento do domínio das igrejas evangélicas pró EUA e golpes de intervenções, que usam suas influências para dominar as massas e converter números em votos aos interesses capitalistas, a direita é bem precavida em doutrinar seus sistemas e agentes, que se alimentam também de supostas teorias conspiracionistas inviáveis e antirracionais como é o método de invalidação de eleições justas pelo discurso tão mecânico e metódico do “fraude”. Que já ta mais do que manjado para bons entendedores.

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